MATA VIRGEM

Amanhecia, os primeiros raios do sol desenhavam estranhos vultos multicoloridos na névoa que subia por entre as pedras da cachoeira, que com o impacto da queda da água provocava um ruído ensurdecedor.

O regurgitar da natureza revolta mesclava-se com a cantoria e a algazarra da passarada, criando sons de uma mágica sinfonia, envolvendo toda a mata num clima festivo, como se uma orquestra celestial, regida por uma batuta invisível, ali se exibisse diariamente, saudando a chegada do alvorecer, desde o começo dos tempos.

A cada raio de sol que penetrava através das copas frondosas das árvores, trespassando as magníficas teias das aranhas rendeiras , ainda molhadas pelo sereno da noite, brilhava ao tocar o solo úmido coberto de musgos e de folhas mortas pelo inverno.

No brilho do sol refletido nas folhas, onde uma tênue e colorida névoa emanava com movimentos envolventes e ondulantes, notava-se claramente a imagem do Divino Maestro, eu senti;... DEUS estava lá!!!

Irineu T.Paulini 05/07/2004.

 

 

CRÔNICAS E POESIAS